Viagem astral: Sai do corpo e me vi subir uma montanha atrás de Rampa. Ele, ágil, subindo rapidamente. Eu, arfando, e subindo lentamente. Em certa altura ele pára, vira-se para mim e diz em tom grave e sério:
- Você carrega coisas demais.
Eu estendo as mãos vazias e digo:
- Mas, Mestre, minhas mãos estão livres!
- Não é das mãos que eu falo.
- Onde estamos?
- Montanha Sagrada.
- Mestre, por que me trouxe aqui?
- Para que veja a imensidão da Obra de Deus. Nada em a natureza é escassez; tudo é fartura e abundância, assim também devem ser os frutos produzidos em nosso coração.
Perdão sempre, independente de quantas vezes nossos irmãos nos firam, sempre devemos oferecer o fruto maduro do perdão, para saciar sua fome de justiça.
Tolerância, outro fruto maduro, que mata a fome de guerra.
Paciência, fruto saboroso, que nos situa no tempo certo de cada acontecimento.
Vê a mata verde, como é generosa e transforma seu coração num espelho refletor da beleza do Amor de Deus.
- Mestre, e se eu não encontrar forças dentro de mim para perdoar, tolerar e esperar, o que devo fazer?
- Então, trabalhe mais, pois o tempo dedicado ao trabalho, consome as forças íntimas como um combustível e as devolve, totalmente processadas e ajustadas, à condição de equilíbrio mental.
Vem daí o discernimento para prosseguir no exercício das lições já aprendidas e no esforço por aquelas ainda a aprender.
Vidência: Ficamos ali de pé, por alguns instantes, olhando a paisagem. O vento soprava forte, mas, nada arriscado ou intolerável.
Apaguei. De volta ao meu corpo, me vi na sala de Reuniões, e através de uma janela, vi a mesma montanha, só que agora quem estava lá com Rampa era outra companheira. Dessa vez já não pude ver nem ouvir o que falavam. Compreendi, que prosseguindo no atendimento às nossas necessidades, ele nos conduziu uma a uma ao topo da Montanha Sagrada, para nos instruir sobre pontos que precisamos fortalecer ou transformar em nós.
Rampa
GESH - 14/02/2009 - Vitória, ES - Brasil