Visita a uma Cidade Intra e seu Guardião
Nesta segunda viagem, antes de penetrarmos no interior da Terra, percorremos alguns países, como o Japão, China, Estados Unidos, Rússia e outros.
Na passagem pelo Japão, vimos seus templos, suas casas com seus belos e bem tratados jardins. Numa delas, uma família fazia sua refeição, com todo o ritual exigido pela tradição daquele povo. Todos usando quimonos, sentados em almofadas ao redor da mesa.
Na China, vimos pagodes, as ruas apinhadas de gente, suas numerosas plantações.
Nos Estados Unidos, visitamos a Casa Branca, o Capitólio, suas fazendas e campos, sua vida agitada e também uma cidade do interior com vida calma, tranqüila, suas casas rodeadas de jardins e gramas, crianças a correrem e brincarem tranqüilamente.
Na Rússia, vi o Kremlin, as ruas cobertas de neve, o povo agasalhado com capotes de peles, as cabeças cobertas, a se protegerem contra o frio intenso.
Nesta viagem, não saímos diretamente para ver estes países, mas tornou-se um hábito nestes passeios, antes de alcançarmos o local pré-determinado, darmos uma volta em torno do nosso Planeta. Finalmente, pousamos no lugar visado para os nossos estudos. Desta vez observei com mais calma e cuidado a "entrada" daquele "mundo intraterrestre". Fomos dar na passagem que vimos apenas a entrada quando da visita anterior. Passarei a descrever o que vi, o melhor possível.
A porta tem o formato de um triângulo e sua cor é amarela, parecendo ser de ouro, toda trabalhada em alto relevo com figuras triangulares, tomando formas piramidais. Assim que paramos, a porta abriu-se e apareceu o seu "Guardião". Era baixo, de estatura aproximadamente de um metro a um metro e vinte, seu corpo proporcional à sua altura, cabeça afilando para o queixo, olhos oblíquos a irradiarem inteligência, boca pequena. Não vi nariz e suas orelhas eram proeminentes e pontudas para o alto da cabeça; membros inferiores e superiores adequados ao seu tamanho. Nas mãos notei apenas o polegar, pois os demais dedos formam um único conjunto, assim como os pés, que possuem o mesmo formato. Este feitio, pés e mãos - não quer dizer que eles são descendentes de Seres Submarinos que usavam os pés e as mãos como nadadeiras, e sim, por constituição congênita, em que os órgãos ou parte deles vão perdendo ou aperfeiçoando sua forma, de acordo com a função que desempenham, fruto da evolução da raça. No caso em apreço, mãos e pés com apenas o polegar se destacando, nos pés, firmam o equilíbrio e sustentam o peso do corpo; nas mãos ajudam a segurar os objetos em forma de pinça, com muito mais firmeza, eis uma característica deste povo. Em seguida, entramos em nossa condução e ele nos acompanhou. Percorremos um caminho em forma de túnel em declive, o que me pareceu ser um longo trajeto. Quando chegamos do outro lado do túnel vislumbramos uma cidade e fui logo notando a diferença nas cores das construções, pois enquanto em Stelta - cidade intraterrestre - a cor básica era cinza, aqui era a cor de tijolo.
Distraída, olhando as características da metrópole, não notei que tínhamos chegado a um determinado lugar, semelhante a uma plataforma de pouso e que já estávamos pousando. Havia à nossa espera uma pequena comitiva que nos deu boas-vindas. Eram Seres de ambos os sexos, porque assim me foi dito, pois não dava para perceber à primeira vista devido à grande semelhança existente entre homem e mulher. Todos se vestiam igualmente com uma roupa colante e de cor prateada.
Houve as apresentações num clima de paz e sinceridade. Dessa vez não houve passeio pela cidade a fim de conhecê-la. Rarafath disse que voltaríamos outras vezes com esse intuito. Ao sairmos, o nosso amigo disse-nos chamar-se Palacus e que o nome de sua cidade era Centaurus.
Dali voltamos pelo mesmo túnel e saímos para o espaço livre da superfície. Assim terminou esta viagem em paz e tranqüilidade como as anteriores, com Rarafath deixando-me à porta do Centro Espírita onde se encontrava meu corpo físico em reunião.
Viagem Astral, em 22/07/85