Centaurus - Uma Cidade Intraterrestre
Encontrando com meu Guia à saída do Centro, deu-me a mão e entramos no "Disco". Nosso passeio desta vez foi pelo espaço, e assim passamos pelo ônibus espacial e por outros engenhos criados pelo homem que os envia para o espaço, a fim de conseguirem novas descobertas. Prosseguindo a viagem fomos dar outra vez em nosso destino, que era a cidade chamada Centaurus.
Chegamos, e a porta abriu-se, percorremos o mesmo itinerário da viagem anterior, só que desta vez, estávamos sós e ninguém nos esperava. Começamos a percorrer todos os locais por fora. Vimos o hospital, o teatro ou palácio cultural com suas enormes colunas. É sóbrio e bonito, apresentando escadarias exteriores e interiores, teto abobadado com paredes pintadas com temas artísticos e cenas da vida deste povo. Também, como nós existe palco onde os artistas representam suas peças teatrais ou musicais, vestidos com roupas bastante coloridas e apropriadas para cada apresentação. O público que assiste aos espetáculos é deste mesmo povo ou convidados de outras colônias existentes no Interior da Terra. O intercâmbio entre eles é muito grande e forte. A comunicação entre estes povos é feita telepaticamente ou por meio de micro-ondas. Todos trabalham em conjunto para a paz e a concórdia neste nosso Planeta tão atribulado e que passa por dias tão cheios de expectativas quanto ao seu futuro.
A sede central do governo é instalada num Palácio Governamental. E uma construção soberba e imponente que a dignidade de tal cargo merece, porém, dentro dos limites da sobriedade que o bom gosto requer, sem luxo e sem supérfluos. O exterior do palácio é sustentado por altas colunas senhoriais, com uma escadaria majestosa dando acesso para a parte interna.
Passamos também pelo "Observatório" onde existe um sistema de captação de imagens e notícias semelhante ao de Stelta, com grande telas onde são projetadas as cenas que mais lhes interessam sobre a vida na face da Terra. Em telas menores são vasculhados todos os quadrantes da superfície terrestre, sem deixar escapar nada que lhes interesse em matéria de segurança, fauna, flora, mudanças de cursos de rios, alterações climáticas e atmosféricas. Trazem sobre rigoroso controle as sedes governamentais de todos os países da crosta.
Seus campos e plantações são nativos e bem cultivados. Existem árvores muito verdes, altas e majestosas, como também há campos verdejantes com plantações rasteiras.
A cidade é enorme e são abundantes os pomares, as florestas com suas madeiras de lei e muito interessantes e bonitas as plantas ornamentais também cultivadas por aquele povo para beneficiar e alegrar aqueles que forem "escolhidos" para ali habitarem por tempo indeterminado a fim de não sentirem tanto a mudança de ambiente.
Sua fauna é constituída de aves e de animais de grande e pequeno porte, preservados para no futuro darem continuidade às suas espécies na crosta do planeta, onde as espécies raras estão desaparecendo devido à depredação humana. Aliás, não é para admirar-se, quando vemos que o homem parece trabalhar avidamente no sentido de destruir a própria raça humana.
Em prosseguimento ao nosso estudo fomos ver um "campo de pouso" de Discos Voadores. Lá, vimos parada, uma imensa "Nave-Mãe" e centenas de discos pequenos como se fossem seus filhos. Rarafath disse-me que esta civilização é muito parecida com a sua, só que um pouco menos evoluída, mas, como eles, também tinham a missão de observar e amenizar os danos, na medida do possível, causados à natureza pelos homens. Disse também que existem muitas e muitas colônias intraterrestres e aquáticas, as quais visitaremos em futuro próximo.
Aqui termina mais uma de minhas viagens em visita a uma das moradas da "Casa do Pai".
Viagem Astral, em 05/08/85
Um Gigantesco Observatório Intraterrestre
Nesta noite, quando saí para meu "passeio astral", vi novamente "Seres de aspecto animalesco" estacionados fora do Centro. Fiquei com medo e retrocedi. Porém, analisando que o meu medo não se justificava porque esse incidente já acontecera outras vezes, voltei para a frente da Casa e encontrei Rarafath, que já estava desde o início esperando-me. Deu-me um olhar de boas vindas e entramos na "pequena nave".
Rumamos para o espaço infinito!... À proporção que subíamos ganhando altura, víamos a Terra ir ficando cada vez menor de tamanho. São visões de tanta beleza, que despertam no íntimo do meu ser sublimes emoções. Pena não poder traduzir para os leitores toda a beleza celeste do panorama que se descortina ante meus olhos espirituais... Depois descemos e descemos cada vez mais até que fomos parar numa região congelada da Terra, que não sei dizer onde, pois não perguntei se era o Pólo Norte ou Pólo Sul. Chegamos a um determinado ponto e começamos a entrar num lugar como se fosse um túnel feito nas geleiras. Depois de algum tempo saímos em uma região linda, onde o verde era mais verde, as árvores enormes e copadas davam sua sombra aconchegante. Havia uma praia digna de ser vista, com suas areias limpas, as águas claras. Avistei na mata, como na água, várias espécies de animais.
Rarafath em seguida levou-me a um local onde existia uma enorme tela, a qual faz parte de um complexo científico, com seus telescópios e todo equipamento adequado para observações a longo alcance instalados em uma construção apropriada para este fim.
Na tela apareceu um maremoto com ondas gigantescas, nas quais pude observar pessoas se debatendo, tentando se salvarem. Esclareceu-me o Amigo que ali estava instalado um "Possante Observatório", através do qual eles, Intraterrestres, tomavam ciência do que ocorria na crosta da Terra. Nessa viagem não conheci nenhum habitante daquelas regiões. Pude observar também que estando sob uma região gélida a temperatura ambiente era cálida, morna e muito agradável aos sentidos.
Regressamos pelo mesmo caminho, passamos pelo região polar com suas eternas montanhas de gelo e frio e viemos direto para o Centro, onde depois de me despedir do meu Guia, entrei e retomei meu corpo físico, passando a todos os companheiros, o que me foi dado ver e observar nesta "saída em corpo astral".
Viagem Astral, em 16/09/85
Columbus
Como sempre, quando deixei meu corpo físico e saí da sala de reuniões, encontrei Rarafath sorrindo à minha espera. Cumprimentamo-nos, demo-nos as mãos e nos dirigimos para nossa habitual condução - o pequeno "disco voador" para passeio, que semelhante a um relâmpago, num abrir e fechar de olhos, já navegava na imensidão do Cosmos.
Dessa vez, à medida que nos afastávamos víamos com mais perfeição e nitidez detalhes da América do Sul. Da mesma maneira como nos afastamos, velozmente caímos em um mergulho vertiginoso por sobre a América do Norte, entramos no Oceano Pacífico e fomos dar numa gruta submarina; depois de percorrermos uma certa distância submersos, saímos em um amplo salão onde tinha um ancoradouro. Neste salão, notava-se um vai e vem de pessoas como se estivessem ocupadas com alguma coisa muito importante, todavia não deu para entender o que era e nem o que faziam. Ninguém se dirigiu a nós ou nos deu alguma atenção; era como se estivessem bastante acostumados com a chegada de visitantes. Rarafath e eu nos dirigimos a um dos lados e entramos em uma "condução" que corre sobre monotrilho. Assim que nos acomodamos deram partida.
Andamos por um longo túnel à grande velocidade e saímos em uma cidade subterrânea, chamada Columbus.
A primeira visão é maravilhosa. Suas construções são todas, ou melhor dizendo, as que pude ver por onde passei, feitas em planos elevados, sobre pilastras centrais e lá em cima ficam assentadas as sedes governamentais e suas habitações. Uns planos ficam mais altos, outros mais baixos, tudo com muito equilíbrio e beleza, dando uma visão de conjunto para quem olha, de que tudo flutua no ar.
As construções de Columbus são de cor cinza, lembrando Stelta; é como se fossem construídas com cimento e não pintadas. Umas apresentam janelas com vidraças na parte externa, outras não, só vimos paredes. O monotrilho corre serpenteando por entre as construções, num sobe e desce sem cessar, fazendo suas paradas nos locais onde algum passageiro tenha de saltar. Nós descemos em frente a um "Planetário". Esperava por nós uma criatura muito parecida com Rarafath. Fui apresentada a essa pessoa e ela me disse o nome, que esqueci. Muito amável, convidou-nos a seguí-lo, o que fizemos com prazer. Tudo me pareceu muito natural e era como se a nossa visita tivesse sido programada e ele estivesse nos esperando.
A seguir, encaminhamo-nos para o interior da construção e, pelo que pude observar do que me foi exposto, deduzi ser um "Observatório". Como na cidade de Stelta, existia ali um enorme recinto com vários telões em que passavam cenas do exterior da Terra. As que mais me chamaram a atenção foram: a imagem do Presidente Reagan conversando com alguém que não pude identificar. Em outra tela, mostravam cenas de guerras, em que apareciam muitos negros. Noutra, explosões de bombas detonadas nos mares, e numa dessas detonações houve um esguicho de água à grande altura, com a caída brusca, também, dessa mesma água, no seu ponto de partida. Disse-me ainda que detonações submarinas são causadoras de maremotos e terremotos, como o que aconteceu no México recentemente.
Continuamos olhando atentamente. Em outra tela, estudavam um ciclone que com sua força incrível derrubava tudo que encontrava em sua caminho. Pedindo-lhe uma explicação a respeito daquele serviço que examinava com minúcias, ininterruptamente, certos setores e atividades existentes na crosta terráquea, justificou-se afirmando que a grande belicosidade demonstrada pelos Estados Unidos, Rússia e outras grandes potências, os obrigam a ficarem atentos e vigilantes noite e dia.
Na sala não existiam apenas estes telões; outras telas menores ali se encontravam, nas quais se passavam fatos notáveis de outros países, sendo cuidadosamente anotados e arquivados pelos Operadores daqueles aparelhos possantes. Nesse dia, apenas este salão me foi mostrado. Voltarei lá outras vezes.
Viagem Astral, em 11/11/85