Irmãos,
Os trabalhos de aceleração do desenvolvimento mediúnico sofrerão alterações, e para alguns serão interrompidos temporariamente, até que os medianeiros envolvidos por dificuldades íntimas favoreçam a continuidade dos trabalhos.
P - Por que isso meu Irmão?
Rampa - Porque, de acordo com o plano, nesse caso, não pode haver privilégios. Fui autorizado a trabalhar junto aos medianeiros neste Grupo, auxiliando um a um, a dar um passo adiante, em suas faculdades mediúnicas, tornando mais claras as comunicações e intercâmbio com o astral. Contudo, a orientação a mim apresentada foi clara no sentido de oferecer a cada um a mesma cota de ajuda, não devendo haver descompasso na caminhada do conjunto.
Se acaso um médium sobressair-se em relação ao outro por nossa interferência, problemas poderiam ser gerados sob nossa responsabilidade; ao passo que, se um médium se sobressai no desempenho de suas tarefas a partir de seu próprio esforço evolutivo, ele garante o mérito, não havendo desequilíbrio de forças, pois é da Lei de Deus: a cada um, segundo seu merecimento.
Sabemos que a comunicação deflagrará medidas de corrigenda que não farão cessar as interferências, e, tão breve isso ocorra, retomaremos nosso trabalho, incentivando a prática da mediunidade com Cristo.
Não perderá, o Grupo, a oportunidade do auxílio, posto que as dificuldades não decorrem da direção dos trabalhos e sim de alguns de seus dirigidos.
Não podemos arriscar a infiltração de energias deletérias, pois, inevitavelmente, reverteriam no desequilíbrio do conjunto, trazendo prejuízos ao trabalho.
P - O recebimento do livro por cada uma de nós está ligado a esse trabalho de aceleração do desenvolvimento que o irmão se referiu?
Rampa - Sim, pois minha tarefa iniciou-se junto a este pequeno Grupo, para só depois se estender a todo o corpo mediúnico da Casa.
P - Então o trabalho conosco está concluído?
Rampa - Não é bem assim. Ele foi iniciado, havendo um intervalo de adaptação e outra intervenção, e, mais um novo período de adaptação. Só então daremos por concluído. Ou melhor dizendo, será temporariamente interrompido, pois não há término nesse trabalho, que começou no instante em que vos dispusestes, a servir como medianeiros de Jesus.
P - Então, desde quando ainda freqüentávamos o desenvolvimento, esse trabalho começou e veio se prolongando?
Rampa - É certo vosso entendimento. Na medida em que o espírito se entrega e progride, recebe a dádiva do auxilio espiritual, desobstruindo os canais por onde circula a energia de comunicação, tudo na medida certa, para que o deslumbramento das forças extraordinárias não derrotem o guerreiro antes do combate.
P - Irmão, então as repetidas mensagens sobre mediunidade que vimos recebendo já estavam programadas para atuarem nos nossos subconscientes, auxiliando-nos no entendimento mais profundo da responsabilidade dessa prática?
Rampa - Correto. Uma vez que atuamos no plano invisível, movimentando forças íntimas desconhecidas por vós, no nível da inconsciência, então faz-se necessário, uma intervenção em vossos conscientes psíquicos, sobre o assunto, para contrabalançar as forças de evolução.
P - Meu irmão, que trabalho complexo. Obrigada pelos esclarecimentos.
Rampa - Já é hora de compreenderdes a extensa trama de acontecimentos que decorrem do intercambio permanente dos dois planos de vida. Alguns, por ignorância, outros, por negligencia ou por desprezo, não compreendem o sério comprometimento, que implica abraçar o serviço mediúnico, acreditando que basta estar num Centro Espírita ou Terreiro para descarregar suas energias.
Não é assim que os fatos se desenrolam. Esse descarrego, quando assumido por entidades ou dirigentes sérios, implica na reciclagem de forças poderosas em desequilíbrio, e sua conseqüente transmutação em outras forças, equilibradas e benéficas, ao conjunto da humanidade.
P - Obrigada mais uma vez, meu Irmão. Esperamos que as dificuldades cessem o mais breve possível, par que possais prosseguir nos ajudando a trabalhar e progredir.
Rampa - Assim seja minha filha e que as bênçãos do Mais Alto recaiam sobre todas vós, especialmente à querida Margarida, flor altaneira e singela de beleza simples e firmeza inquebrantável. Que vossas decisões, tomadas sempre após meditações profundas, possam beneficiar a todos que precisam ainda de vós.
Paz em vosso coração, pois apesar da difícil tarefa, vossos amigos encontram-se convosco, e, mesmo devedora de tantos quantos a procuram, em busca do socorro e amparo, já possuis credenciais para mantê-los à distancia, se assim for necessário. O equilíbrio da maioria é mais importante nesta hora, do que o equilíbrio de uns poucos refratários das oportunidades de progresso.
Salve! Salve!
Rampa
GESH - 27/03/2009 - Vitória, ES - Brasil