Não pode haver retrocesso aos reinos anteriores que o ser humano já passou, através dos milênios na sua escalada evolutiva em busca da sua mente organizada e nem permanência na condição em que se encontra.
Essa afirmativa joga por terra a 3ª hipótese de que o espírito permaneceria em forma de ovo por toda eternidade, como querem outros espiritualistas.
Para sanar as possíveis dúvidas suscitadas, acrescentaremos aqui o seguinte. Se o homem-lobo voltasse na época, quando estava preso, a se reencarnar, viria como um homem de índole perversa, violenta, agressiva e má. Uma criatura animalizada, termos que usamos para tipos com essas características. Todavia, o processo genético, através dos seus genitores garantir-lhe-iam o corpo humano porque ele é um homem e não um lobo.
Como vimos, o ser humano devido às suas transgressões cometidas através de milênios, contra as Leis Divinas, desde que não procure se renovar interiormente, vai decaíndo, decaíndo sempre para as regiões abismais, por força da sua própria densidade ou peso, adquirido mediante sua rebeldia e revolta sistemáticas que aumentam os débitos cármicos em cada reencarnação.
Porém, quando ele se decide a mudar, volta a evoluir, recuperando lenta e progressivamente a sua antiga forma humana.
Em nossos humildes trabalhos de desobsessão, ao longo dos anos, já passaram por nossa Casa, espíritos infelizes, hediondos, com a forma perispiritual degradada, todo deformado. Uns se apresentam aos olhos dos médiuns com forma de macaco, macaco com chifres, bode com fisionomia humana, lobo, raposa, réptil, morcego, aves de rapina, cobra, esqueleto da cabeça aos pés, vestido com ampla capa preta e capuz. Outros ainda se apreentam como os demônios criados pela igreja católica, com tridente e tudo mais a que tem direito. Isso nos faz lembrar um episódio acontecido há uns 20 anos quando duas falanges se atracaram do lado de fora do Centro por causa de uma "presa", ou seja, de um obsidiado que foi trazido para tratamento espiritual. As duas facções disputavam a posse dessa pessoa, mas a tônica engraçada dessa luta é que houve tridentes quebrados para todos os lados, além dos coices e dentadas. Toda aquela cena foi vista por dois médiuns que se encontravam no recinto naquela noite. É claro que depois na luta terminada os menos agressivos tiveram ordens para entrar e incorporar, a fim de dialogarmos com eles.
A característica principal desses nossos irmãos infelizes, cabeça dura, são os olhos que não perdem a sua expressão humana, pouco importando a forma degenerada que já estejam vivendo. Eles passam para nós um misto de pavor, repulsa, porém acima de tudo, compaixão.
Alguns chegam ao Centro porque estão perseguindo o paciente que nos foi trazido por familiares ou amigos, por não possuírem mais vontade própria ou mesmo ciência do que se passa consigo.
Outros, com a mente um pouco melhor, vêm pedir socorro para seus tormentos físicos ou mentais, pois já perderam a confiança e estão cansados dos tratamentos que a medicina moderna oferece.
Outros compondo falanges apavorantes investem contra o nosso Núcleo de Trabalho tentando destruí-lo e, para isso, espalham intrigas, calúnias, exacerbam o amor próprio de médiuns invigilantes, semeando ódio, discórdia e separação.
Alegam que o mundo material e os humanos pertencem a "eles", os das Trevas e que os "santos e anjos" é que são do domínio do "Cordeiro".
E onde nós estamos nessa situação para sermos gratuitamente perseguidos?
Vamos esclarecer com palavras "deles".
"... - Vocês estão muito para frente. Intrometem-se em nossos trabalhos, arrebatam nossos clientes, causam discórdia em nossos redutos. Já estamos ficando desacreditados nos "terreiros" porque nossos trabalhos não estão surtindo efeito. Nossos companheiros estão desertando das nossas falanges. Vocês não podem interferir nas nossas decisões nos desmoralizando. Vamos nos vingar; não descansaremos enquanto não acabarmos com vocês!..."
Mas, com a ajuda de Jesus, do nosso Mentor Ramatis e de todas as falanges amigas que prestam colaboração à Casa, esse Grupo já fez 23 anos de lides espirituais bem sofridas, mas bem vividas e gratificantes.
Certa feita, foi visto em mais de uma circunstância um "Chefe de falange de trevosos" acionando uma matilha de homens-lobos, todos acorrentados, cujas correntes formando um só feixe ou molho, eram contidas pelas mãos do "Chefe". Em todas as ocasiões o líder incorporou e fez suas ameaças. Os outros infelizes, além de serem escravos, mesmo que quisessem não poderiam falar, pois apenas latiam e rosnavam.
Os nossos irmãos infelizes, já animalizados, não falam mais como nós, comunicam-se latindo, rosnando, silvando, grunhindo e etc.
Os chefões trevosos ou dissidentes, como são chamados por alguns autores, esses ainda dialogam e o que dizem é para impor medo, terror nos menos preparados para a tarefa; ameaçam, engrandecem-se por possuírem muitos subordinados e escravos prontos para obedecerem as suas ordens. São ameaças que não devem ser desprezadas pois o escudo protetor dos obreiros da Seara do Mestre Jesus, são as preces e a vigilância espiritual acirrada em torno de si próprio pois o nosso maior inimigo de todos os tempos, são os nossos defeitos.
Infelizmente, é preciso que se diga que esses réprobos são usados, não só para tentarem destruir centros e seareiros do Cristo, como também pelos "chefes de terreiros" inescrupulosos, vingativos, gananciosos e perversos para seus terríveis trabalhos de magia negra, em troca de oferendas, quando executam a contento a sórdida tarefa; ou recebem chicotadas e outras torturas quando fracassam e, é nesse exato momento, que por amor a todos eles, compadecidos pelo que eles venham a sofrer, sentindo que a oportunidade é aquela, convidamos e insistimos para que fiquem no Grupo por uns tempos, e agindo assim trazemos de volta uma ou mais ovelhas para o Rebanho do Senhor.
Os espíritos desencarnados que trabalham nos terreiros maléficos são os que ainda se nutrem e se deliciam com sangue de animais sacrificados na hora do ritual, em falta do sangue humano, com bebidas alcoólicas, fumo de rolo, charuto e outras oferendas.
Fizemos uma digressão muito longa, mas para encerrarmos este capítulo vamos transcrever o pensamento do nosso mui querido mentor Ramatis, no livro Elucidações do Além, psicografado por Hercílio Maes.
Perguntaram para Ramatis o que ele diria a respeito da tese apresentada sobre a morte ou desintegração do Espírito deliberada por Deus, ante a contingência da rebeldia eterna de um de seus filhos.
Ele respondeu o seguinte:
- "Em face da visão onisciente, imutável e absoluta da sabedoria de Deus é inadmissível a "rebelião perene" da criatura contra seu Criador e suas leis... a morte do Espírito é uma impossibilidade concreta.
... A desintegração das consciências-indivíduos geradas ou nascidas do seio de Deus constituiria uma enorme aberração, visto que a extinção ou "morte" das centelhas vivas que o Criador lançou de Si, isso implicaria na morte d`Ele próprio que é a Fonte dessa vida!
... Abordaremos então o outro ângulo do teorema: o Mal é uma reação de deprimências morais, porém transitórias, sem prejuízo que subsista na eternidade. O Homem, na sua caminhada evolucionista, enquanto permanece na ignorância da sua realidade espiritual eterna, seu livre-arbítrio desordenado leva-o a cometer desatinos de toda espécie, ou seja, pratica o mal.
É que os seus ouvidos estão fechados à voz profunda que vibra no recesso da sua consciência, advertindo-o para que resista aos impulsos negativos do Mal, em seu próprio benefício, pois "Deus não quer a morte do ímpio, mas que ele se regenere e salve"!
... Consideremos agora a essência moral da sua presunção quanto à possibilidade de um Espírito permanecer nos abismos do Pecado através do tempo eternidade. Semelhante contingência é inadmissível sob todos os aspectos pois há uma "lei cósmica de evolução dinâmica", que impõe um movimento ascensional a todos os fenômenos do Universo, impulsionando o imperfeito para o mais perfeito, o pior para "subir" ao melhor. E até a própria matéria bruta na sua constituição atômica e molecular está sujeita a esse imperativo evolucionista.
... A teoria da Morte do Espírito fica destroçada pela base, em face das seguintes contingências de ordem moral: uma vez que Deus, em virtude dos seus atributos de presciência e de onisciência, vê e identifica o futuro como uma realidade presente, é óbvio que Ele sabe, por antecipação qual o rumo ou diretriz moral que seguirá cada um de seus filhos em suas vidas planetárias. E, como decorrência dessa visão antecipada, saberia, portanto, que entre eles, alguns, por efeito do seu livre-arbítrio, virão a ser rebeldes incorrigíveis; e que Ele, depois, terá de extinguí-los, mediante a pena de morte espiritual. Ora, em face de tal contingência ou determinismo, resultaria o seguinte conflito de ordem moral em relação aos atributos divinos. É que, havendo entre os espíritos filhos de Deus, uns, possuidores de virtudes ou força de vontade que os tornaria capazes de alcançar a hierarquia da angelitude e fazerem jus à vida eterna, e outros, condicionados a serem uma espécie de "demônios"; e que, por isso, mais tarde, será necessário extinguí-los pela morte espiritual, então, como conciliar esta parcialidade iníqua do próprio Criador, em face dos seus atributos de justiça e amor infinitos?... Se Deus tem de emendar ou corrigir hoje um seu ato de ontem, então, que é feito da sua perfeição e infabilidade?..."
Obs.: Vamos inserir a mensagem abaixo neste capítulo pois ela reforça o que abordamos ligeiramente sobre as ameaças e ataque dos infelizes trevosos ou dissidentes contra as Instituições que atrapalham os seus objetivos.
As tarefas e responsabilidades de cada um
Comungando esforços para prosseguirmos enviando ondas de resistência ao Grupo, temos nos defrontado com seguidas surpresas, uma vez que à medida que o cerco se aperta em torno dos acontecimentos de "fim de tempos", recrudesce o assédio de forças negativas contra aqueles que se atrevem a trabalhar em prol do Bem Maior.
Por não constituir exceção à regra, também vosso Grupo, apesar da transposição de alguns obstáculos, de quando em vez vê-se envolvido por sombrias cargas de mentalidade inferior prenunciando verdadeiro atentado à sua consolidação de "Organização Constituída para Orientação da Fraternidade Universal".
Não nos reportamos apenas aos processos indiretos que se vêm desencadeando para que esse ou aquele colaborador se desvincule das responsabilidades assumidas no Plano Espiritual. A verdade é que vigilância tem que se tornar imprescindível pois as nossas forças apenas completam as que de vós emanam.
O Eu interior de cada um sabe com precisão, apesar de semiconsciente, das próprias responsabilidades e tarefas; e toda fuga deliberada gera, em conseqüência, efeitos desagradáveis a se refletirem no cotidiano individual.
Intensificai o vosso intercâmbio mental com as Forças Superiores do Universo, realizando diariamente vossos exercícios mentais a fim de não romperdes os laços que vos mantêm ligados ao Menor do Grupo e aos orientadores futuros para épocas que vimos assinalando com pontos críticos na trajetória humana.
Acendei as vossas luzes porque elas vão clarear o caminho para inúmeros espíritos com o campo visual e espiritual ainda deficientes.
Com as bênçãos de Jesus.
Ramatis