1943

Buscávamos vingança inconformados com a perda da vida física

11/08/2010

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Paz e bondade em seus corações.

Somos índios trabalhadores da Colônia Espiritual Servos de Jesus.

Muitos de nós, a maioria de nós, aqui chegou em precário estado "físico astral" e moral, cheios de ódio, desejo de vingança, machucados, feridos, perdidos, desorientados. Perturbados no plano astral, perturbávamos o plano físico.

Buscávamos vingança, inconformados pela perda da vida física, de forma traiçoeira e cruel, através de assassinatos pelos brancos, ditos civilizados. Buscavam, através dos meios corruptos e ilícitos, ganharem a vida desonestamente, usurpando os bens alheios, desrespeitando a vida em sua profundidade e pureza, de todos os seres vivos. Ainda hoje assassinam os índios, consomem as matas, contaminam os rios e como conseqüência, ceifam a vida dos animais que ali habitam.

Inconformados, nós permanecíamos vagando em torno do local onde perecemos e insuflávamos ódio, desentendimentos e contendas perigosas entre os irmãos índios encarnados e os brancos do mesmo plano.

Quanto tempo permanecemos cheios de ódio e desiludidos da vida, esquecidos da divindade?... Perdemos completamente a noção, nos arrastando no lodaçal dos charcos pantanosos, onde debulhávamos no ódio.

Porém, Tupã não abandona Seus filhos e chegou o dia em que o sofrimento acabou, pois o ódio esfriou devido a dor contínua. Sem saber como, nos vimos arrastados da lama por "força superior" desconhecida, benfazeja, que nos anestesiou a dor.

Perdemos a consciência.

Acordamos em local amplo e claro, estávamos limpos e nossas feridas cuidadas. Confusos, descobrimos que Tupã havia nos trazido ao Seu encontro e através dos Seus servos nos ofertava mais uma chance.

Alguns retomaram a postura de ódio e vingança e não conseguiram aqui permanecer; mas, aquele que aceitou a ajuda, que compreendeu que havia chegado o fim da escuridão para si, aproveitou a oportunidade oferecida pelas mãos amigas dos Trabalhadores Servos de Jesus e, após a convalescença, nos juntamos às Equipes de Trabalho, que compõem os Servos de Jesus, este Ser que nós conhecemos aqui e que O amamos como se sempre o houvéssemos conhecido.

Agradecemos a esta Casa de Caridade que nos socorreu e nos ofertou auxílio e trabalho.

Como gratidão e amor a Jesus, nos tornamos Seus Servos.

Vemos que nossos irmãos índios, muito tem sofrido na Terra, mas não é somente o índio que sofre, todos os nossos irmãos da Terra estão cumprindo seus destinos na dor, para resgatar suas faltas e evoluir; isto já aprendemos com os Instrutores Elevados que ensinam na Escola que freqüentamos nesta Casa de Amor.

Obrigado Jesus!

Obrigado Tupã!

Índio Pena Dourada

Nós, índios, atuamos nesta Casa em sua proteção, na limpeza do astral do Grupo e de regiões escuras e na proteção de algum irmão encarnado.

Alguns índios que tem conhecimento de plantas fazem parte da Equipe Médica.

Agradecemos por tanta bondade para conosco, tão pequeninos e insignificantes.

Tupã abençoe todos nós.

Índio Pena Dourada

GESH - 20/04/2010 - Reunião Pública - Vitória, ES - Brasil




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