Viagem Astral:
Entro num túnel e, ao sair dali, subo flutuando e me afasto bastante da superfície. Em algum lugar, não sei precisar, meus corpos sofrem processos que também não sei explicar e são manipulados, esticados, todo esse processo com o objetivo de adaptá-lo para alguma tarefa difícil e diferente. Prontas as adaptações, desço em direção ao Planeta, em alta velocidade, dentro de algo em forma de bolha transparente cujo material de que é feita eu não conheço.
Entro Terra a dentro. Desço mais e mais. Garras metálicas agarram a bolha e a conduzem. Não sinto medo porque tenho plena confiança na Força Superior que me guia nessa região inóspita, escura e fétida. Mantenho-me em prece pedindo forças ao Pai e me entrego ao trabalho com amor e confiança.
Prossegui a viagem e passei por vários locais escuros e úmidos, pois durante todo tempo escorre por ali uma lama escura.
Entrei em um lago de águas gelatinosas. Vários peixes estranhos com dentes afiadíssimos atacam a bolha e se fixam nela. Lembro-me de "O Abismo", de Ranieri, e é como se ali eu estivesse pois o cenário é igual.
Sinto uma força incomum dentro de mim. Observo em volta. Vejo outros seres marinhos deformados que também se grudam na bolha. Saí dali, entrei em águas menos densas, claras, tipo clara de ovos. Parte deste material também fica aderido à bolha.
Um clarão e retornei. Sei que os grudados à bolha um dia já tiveram forma humana e, de joelhos, suplico ao Pai Misericordioso por todos aqueles infelizes que se esqueceram de si, não tendo no momento mais consciência deles mesmos, muito menos do Pai que lhes deu origem.
Penso como serão levados pois as "garras" poderiam retirá-los, estavam expostos, apenas aderidos à bolha. Com a prece tudo se ilumina e por fora, ao redor da bolha surge outra bolha e entre as duas o líquido gelatinoso envolvendo os seres que ficaram ali imersos.
Cheguei a uma plataforma e entrei em algum lugar. A bolha é desfeita. Os seres são colocados em um grande tanque, contendo água cristalina que cobre com ligeira camada algumas macas dispostas paralelamente.
Os seres, ao passarem por determinado local que não sei explicar, antes de chegarem ao tanque deixam a aparência animal e já surgem com contornos humanos.
São colocados nas macas adormecidos e uma cobertura de luz azul os envolve.
Pergunto se todos aqueles seres estão ligados ao meu passado e a resposta do instrutor é que apenas alguns deles.
Sou levada a uma sala de projeção e é mostrada uma vida minha pretérita com um daqueles seres.
É uma tribo primitiva, sou sua mãe, amamento-o. Ele cresce, parece um homem das cavernas. Quando ainda adolescente, vejo-o me esfaqueando e bebendo o meu sangue. É assim em outras vidas, continua a beber sangue humano, tornando-o desse modo incapacitado a permanecer habitando o Planeta.
Viagem Astral, em 25/08/00
GESJ, Vitória (ES), Brasil