Já faz alguns anos que adotamos uma pequenina e linda prece - A Corrente Crística - como oração final no encerramento dos trabalhos do dia, seja qual for o tipo de atividade.
Esta magnífica prece recitada por todos os presentes tornou-se um mantra. Todavia, não sabíamos o poder do toque de suas vibrações e a abrangência de suas irradiações.
Um dia ocorreu um fato que nos mostrou a força espiritual da simples e pequenina oração.
Tudo começou com uma desavença entre companheiras da Casa, coisa que julgo normal em qualquer Instituição, pois onde há seres humanos, existe imperfeição e, uma vez implantada a desconfiança, os melindres exaltam-se, os egos exacerbam-se e o clima torna-se insuportável, difícil para o bom desempenho das tarefas.
Resolvemos convocar uma reunião extraordinária para solucionar o problema. Já encerrávamos o caso quando um médium presente pediu mais uns instantes pois um ser queria se comunicar. Não tínhamos gravador. Todos ouviram o diálogo. Dias após, o companheiro passou-nos o relato do acontecido naquela noite.
Palavras do Médium
Recebi a comunicação de um espírito que demonstrou grande coragem e poder. Veio de um local situado no Astral Inferior, com o objetivo de perturbar a harmonia do conjunto, desagregando o Grupo e enfraquecendo o poder de abrangência dos trabalhos do GESJ.
Ele chegou com tanta raiva que rosnava como fera e se recusava a falar. Embora não fosse o "todo-poderoso" da "cidade das trevas" de onde viera, concluí mais tarde que ele era um dos assessores do comandante, fazia parte do primeiro escalão e, consequentemente, interessado na manutenção do sistema que regia aquela cidade.
Demorou muito a falar. A dirigente da reunião com muito jeito foi envolvendo-o com amor e compaixão, estimulando-o ao despertamento através de palavras cuidadosamente empregadas, ao tempo em que convidava a todos do recinto a elevarem o pensamento em direção ao Amado Mestre Jesus.
A partir daí o irmão infeliz começou a falar exibindo coragem, poder e se gabando de ser o melhor general daquele exército trevoso. Não permitiria jamais que o nosso Grupo Espírita aumentasse o seu raio de ação. Alardeava possuir forças para nos destruir, se quisesse, mas que, por enquanto, ele só pretendia desarmonizar os médiuns e assim atingir o bom andamento das tarefas. Não tinha nada contra ninguém, por isso agia daquela forma, mas isso não significava que ele não viesse a mudar os planos quando bem assim o entendesse. A mudança seria agir com violência, caso fosse preciso, visando os médiuns individualmente.
Nesse ponto da conversa, a pessoa que conversava com ele disse-lhe com firmeza que nosso Centro tinha proteção bem como os médiuns e que ele, inclusive, só estava ali porque houve permissão do Alto para que isso ocorresse, daí os vigilantes o deixarem entrar.
Acredito que até aquele momento ele não havia atinado para esse fato e foi a partir daquelas palavras que ele percebeu a delicadeza da sua situação. Ele não havia invadido o recinto, ele fora levado. Num átimo de segundo - não era ignorante - sentiu que mesmo que quisesse não poderia desencorporar do médium e pior ainda, que sua mente era como um espelho ou livro aberto, pois não havia pensamento seu que minha boca não falasse. Teve consciência de que estava completamente nas mãos dos adversários. Aí, desabou. Caiu em si de forma inexorável, compreendendo, com a rapidez de um raio, que aquela história não tinha volta. Baixou a cabeça calado e chorou de raiva e de vergonha.
Por outro lado, via com meus olhos espirituais que o ambiente em que nos encontrávamos estava saturado de luz e de amor, após a exortação.
A dirigente falava com ele como se fosse a mãe que implora ao filho para largar a marginalidade e voltar para junto dela. Por fim, deu-lhe também, a opção para voltar ao seu reduto caso ele quisesse, pois não estava preso.
Naquele instante, a oferta de liberdade, acredito ter sido a última coisa que ele esperava ouvir, pois os Comandos das Trevas desconhecem esse gesto de generosidade, vindo de quem pode dominar, mas que liberta.
A mente dele trabalhava a mil, voltava a minutos atrás e pensava: "não entrei aqui por vontade própria e nem se quisesse poderia entrar e daqui só sairia se deixassem..."
A partir desse raciocínio lógico sentiu-se fraco, frágil e derrotado. E continuava a pensar em que consistia seu poderio que se derrocava tão vertiginosamente como o passar de um vendaval. Então, rapidamente começou a crescer dentro dele um sentimento enorme de revolta e raiva contra os companheiros de jornada, ao permitirem que ele fosse pego. Imaginou que, se ele, um dos mais corajosos e temidos, foi preso, todos os outros poderiam ser também e, continuando nessa linha de raciocínio, chegou a conclusão de que o "Império das Trevas" que construíram poderia, a qualquer momento, ser destruído.
Como consequência desse instante, iniciou a metamorfose daquele ser. Mudou de postura, reconhecendo a força da Luz, percebendo não ser mais possível lutar.
Aceitando o fato como consumado, passou a conversar como um homem que se espanta diante de um inconcebível milagre: A força do Amor.
Isso não quer dizer que ele logo se transformou; apenas constatou a verdade, pois contra fatos não há argumento.
O diálogo continuou, porém de modo diferente. Agora era ele quem mais falava.
Disse-nos que o trabalho do nosso Grupo estava com grande força, esclarecendo muito as pessoas no plano físico e espiritual, tirando soldados das suas fileiras principalmente durante a recitação da Corrente Crística, pois no momento em que a recitávamos, regiões dos seus domínios eram inundadas de luz. Isso vinha causando sérios transtornos aos trabalhos de manutenção das pessoas em regime de escravidão. Por outro lado, mostrava a vulnerabilidade do poder que detinham.
Falou que nosso trabalho de dois anos para cá havia crescido muito e isso incomodava e preocupava bastante a todos eles.
Por fim, foi feito um convite para ficasse em nossa Casa, como um dos trabalhadores da Seara de Jesus. Não aceitou, alegando ter sido traído pelos companheiros e que iria acertar as contas com eles. E mais, jogar na cara deles que os "poderes" dos quais todos se gabavam tinham limites e o que aconteceu com ele poderia acontecer com qualquer um deles e a qualquer momento. Só então, depois desse acerto, se consideraria capaz de decidir o que fazer de sua vida...
Continua o médium:
Foi uma das incorporações mais longas e das mais importantes que vivi até hoje.
Foi impressionante, pois eu acompanhava passo a passo os choques que ele sentia quando se revelava em sua mente de forma sutil o poder das Forças do Bem.
E para mim foram inesquecíveis as revelações que ele nos fez a respeito da grandeza do nosso trabalho e da Equipe Espiritual da Casa. E mais, quando ele disse que certa vez as irradiações de amor, luz e paz lançadas pela Corrente Crística invadiram a cidade escura iluminando tudo de forma magnífica e que dos pântanos sombrios brotavam flores luminosas espalhando perfume e beleza por toda parte. Que de cemitérios alguns irmãos infelizes e ainda ligados aos despojos carnais, quando atingidos pela Luz, saíam apavorados correndo, pois passavam a perceber a realidade de sua situação na vida espiritual.
GER / GESH - Abril de 1992
Corrente Crística
Desejamos saúde e paz a todos os seres da Criação.
Que todos os seres sejam felizes e vivam em harmonia.
Que todos os seres sejam bem aventurados.
Nós somos irmãos, nós somos irmãos, nós somos irmãos.
Paz e fraternidade.
Que a Luz, o Amor e o Poder de Nosso Senhor Jesus Cristo restaurem na Terra, o Reino de Deus e sua Harmonia.
Que a Luz, o Amor e o Poder de Nosso Senhor Jesus Cristo restaurem na Terra, o Reino de Deus e sua Harmonia.
Que a Luz, o Amor e o Poder de Nosso Senhor Jesus Cristo restaurem na Terra, o Reino de Deus e sua Harmonia.
Jesus Cristo, Grandeza de Deus, Grandeza de Amor e Paz.
Glória a Deus nas Alturas e Paz aos homens na Terra.
Nota - Mensagem retirada da Divulgação 37.