Vidência :
Vi o espírito de uma pessoa ainda encarnada chegar no salão onde realizávamos com os neófitos o desenvolvimento do seu potencial mediúnico. Não pude identificar quem era. De sua mente partiam raios de energia perturbadora que alteravam o tônus vibratório de toda sua aura. Por onde passava o raio provocava ondas descontroladas que desequilibravam ainda mais o conjunto das energias emitidas por seu próprio chacra.
Em seguida, eu atravessei o campo áurico da criatura. Descrevo esse campo como sendo até bem harmonioso, apresentando diversas camadas finas de cores em seqüência harmônica como num arco-íris, sua mente, entretanto, ao emitir aqueles raios de energia perturbavam primeiramente o equilíbrio do conjunto da própria pessoa, depois partia para o ambiente, mas era pulverizado antes que pudesse atingir outros indivíduos.
Próximo ao local havia um grupo de espíritos que identifiquei como estudantes, acompanhados por um Instrutor que utilizava o caso para elucidação de algum tema ligado a força mental de cada um.
Procurei em seguida, anotar as instruções:
"- As freqüências mentais são, em geral, o mais forte magnetismo a interferir nas condições do ambiente. De uma mente em choque, perturbada por conflitos íntimos ou externos, partirá raios de sua freqüência perturbadora em direção ao ambiente circundante.
Aqui, onde nos encontramos, as faíscas produzidas pelos espíritos trazidos, não encontram repercussão, nem projeção, pois são imediatamente detidas pelas esferas de vibrações equilibrantes e apaziguadoras, oriundas da fonte de energia principal, que é a Mente-Egrégora da Casa.
Sendo assim, essa mente perturbada vê esvaírem-se por algum tempo suas forças, até que, vencida pelo cansaço, entrega-se ao estado de sonolência propício ao tratamento."
Nessa parte da aula fui levada a uma enfermaria. Entramos num elevador pequeno e circular e descemos um andar. A porta abriu-se e ao sair juntei-me ao mesmo grupo de estudantes de minutos atrás e com eles captei imagens e as seguintes lições do Instrutor:
"- Essa é a enfermaria três. Para cá são recolhidas as criaturas que tiveram morte coletiva violenta. Ao chegarem os espíritos atordoados são colocados nessas cápsulas temporariamente onde o efeito "esvaziante" de suas energias mentais será o tratamento inicial, reequilibrando o ser das duríssimas impressões de morte trágica que experimentou."
Vidência :
Havia na ampla sala, algumas fileiras de macas, cada uma coberta por uma tampa côncava de material transparente semelhante ao acrílico. Através dessa cúpula eu via homens e mulheres deitados, aparentemente dormindo e visivelmente tendo um terrível pesadelo. Suas feições estavam transtornadas e eu podia ver as cenas que lhes passavam na mente. Estas reproduziam os instantes finais de sua morte. Era algo assim como o que ocorre ao suicida que por anos a fio permanece experimentando as mesmas impressões de seu tipo de morte, porém ali, aqueles espíritos estavam sob tratamentos e cuidados especiais, diferentes dos aplicados aos suicidas. (Leiam o livro Memórias de um suicida de Ivone Pereira, da FEB).
Continua o Instrutor:
"- Em geral, os quadros mentais são extremamente dolorosos e reproduzem os momentos mais angustiantes da tragédia que levou aquele irmão ao desencarne.
A qualquer momento, um de nossos enfermeiros, ou estudante pode acessar os quadros a que nos referimos para averiguar a situação do paciente, ou realizar outro estudo autorizado pela Equipe Médica da Casa.
- Irmão, vejo que muitos dos que aqui estão se parecem com os que nos chegam por meio das irradiações que fazemos para as vítimas da Tsunami, explosões terroristas, incêndios em favelas ou reformatórios, etc. É daqui que partem esses irmãos para o benefício da incorporação?
- Sim. Quando atingem um estado mental de despertamento, já estão aptos a receberem a ajuda, passando pelo corpo do médium."
Nesse ponto das explicações retornei à sala de trabalho, pois havia encerrado o tempo para o exercício.
GESH - 20/04/2005 - Vitória, ES - Brasil