Vidência 1: Inicialmente vi um lugar muito escuro, identifiquei como sendo algum ponto no astral inferior.
Com o tempo fui acostumado a vista e notei uma espécie de ninho com alguns corpos brancos se mexendo. A princípio pensei que fosse larvas, mas depois vi que não eram, pareciam filhotes recém-nascidos de gato, ou rato. Ao aproximar-me mais, notei que seus corpos eram pelados. Não pude reconhecê-los com certeza, pois apesar de nascidos a pouco e com os olhinhos fechados, havia qualquer coisa muito estranha com eles.
Vidência 2: Novamente concentramos e agora vi os filhotes do ninho passando por um processo de crescimento acelerado e transformação assustadora de seus corpos. Primeiro vi garras crescendo em suas patas dianteiras, como as garras de uma preguiça, depois ficavam de pé, o focinho se projetava para frente como o de um pastor alemão, em seguida dentes semelhantes aos de um tubarão preenchiam sua boca. O corpo cobriu-se de pelo o que lembrava o corpo dos macacos. Logo após esses seres foram soltos no astral inferior e passaram a atacar humanos nas mais variadas situações: atolados na lama, vagando perdidos, em bandos ou sozinhos, alguns fracos, outros claramente trevosos e bem fortes. Suas investidas eram analisadas cuidadosamente por aqueles que os haviam soltados e anotadas numa caderneta.
Depois eram de novo recolhidos, abertos seus corpos para pesquisa e análise do conteúdo estomacal. Parece tratar-se de pesquisa para criação de uma nova espécie de ser. Em seguida chegou a seguinte comunicação:
Salve irmãs!
Nos laboratórios abismais fecundam-se seres monstruosos e projetados para desempenho dos mais violentos instintos animais.
De cada ser vivo procuram extrair a essência violenta mais poderosa depurando-a através de técnicas especializadas, fazendo convergir para o ser em gestação os piores instintos, resultados das pesquisas lideradas por mentes poderosas e cruéis.
Os seres criados com intenções menos dignas são testadas nos charcos do astral inferior onde são lançados contra infelizes espíritos em condições diversas, desde os prisioneiros, aos livres conscientes e inconscientes.
Testada sua atuação, são novamente recolhidos e mortos. De sua constituição genética é fabricado um novo modêlo que será implantado no ventre da genitora, em geral, hospedeira única das formas esdrúxulas. Na maioria dos casos ela sucumbe ante a força negativa de sua prole, ou é devorada por eles assim que tais filhotes nascem.
As pesquisas em curso prestam-se ao depuramento de informação genética capaz de dar vida encarnada a espécie da família dos reptilianos, aprisionados para desenvolverem corpo físico resistente e ofensivo.
P: Seria uma nova espécie animal?
R: Sim, mas próxima do homem.
P: Uma nova espécie de macaco?
R: Não, eles não admitiriam nada menos do que um corpo humano com órgãos exageradamente desenvolvidos.
P: Quais órgãos?
R: Aqueles que mais puderem expressar seus violentos instintos.
P: Esse laboratório fica aonde?
R: Estávamos no trajeto de retôrno, trazendo de volta vossos corpos, após a implantação das armas de defesa, na "toca da onça", quando fomos interceptados por orientações superiores. Desviamos o caminho e fomos Ter nesse local.
Nossa localização é em algum ponto no astral inferior da Terra, entre a superfície e o buraco transverso posterior da "Fera".
P: Qual o propósito dessa vidência?
R: Havereis de lutar e destruir todo o local, exterminando as criaturas em formação e implodindo o laboratório e todo o lugar até um raio de 100m da área externa.
Nada deve restar a não ser escombros de uso inconcebível.
P: O irmão pode se identificar?
R: Já não me reconheceis? Sou eu, vosso amigo de sempre, Conde Rochester.
Conde Rochester
GESH - 20/05/2005 - Vitória, ES - Brasil