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Pétalas de Luz! - 22

14/02/2000

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Os Intraterrestres

"... A tribo onde eu vivia usava a mesma tatuagem nas faces e no queixo. Durante uma caçada, aconteceu que nos afastamos para demasiado longe da aldeia, mas de modo a poder regressar antes de cair a noite. Os meus dois companheiros jivaros resolveram acampar num local tranqüilo. Ao chegar ao sítio de bivaque, demos com dois outros. O que me pareceu mais curioso foi encontrar os dois jivaros sentados numa enorme rocha gravada com o mesmo sinal de suas tatuagens. A gravura pareceu-me muito antiga. Que significava aquele sinal? Que estavam ali a fazer os dois jivaros postados de sentinela?...

A explicação que me deram ainda hoje me causa arrepios!

A vegetação escondia a entrada de uma gruta e a rocha indicava o local exato.

Aproximei-me até a beira da entrada. Apenas com a largura de um metro, talvez dois, abria-se para uma chaminé de sete a dez metros de profundidade. Inclinando-me para o interior, vi uma abertura lateral, talhada em quadrado na rocha.

Aquele buraco na terra, aquela abertura quadrada em plena floresta virgem, guardada pelo jivaros não pode ser um simples santuário. Outras razões muito mais importantes motivam a sua vigilância permanente.

Que razões?... Aproximo-me e escorrego as mãos sobre uma pedra lisa. É uma porta enquadrada por enormes pedras talhadas em ângulos retos, tão bem ajustadas como as do Machu Pichu...

Os meus olhos arregalam-se diante de um novo prodígio que não será o último: no centro, uma gigantesca coluna de quartzo ou de cristal, capta a luz ao nível do solo e difunde-a no interior.

Estou pronto para penetrar no corredor.

- Se continuares, irei contigo, mas vamos ter outro companheiro.

- Ah, sim. Quem?

- A morte!

- De que é que tens medo?

- Das sombras que moram debaixo da terra.

- As sombras? Algumas vez as viste?

- Viu-as o meu pai, que me disse: se entrares debaixo da terra, verás as coisas mais extraordinárias, as riquezas mais fabulosas, mas, não regressarás.

- No entanto, ele voltou.

- Sim. Mas ele tinha o hábito de penetrar no reino das sombras...

- Os habitantes das cavernas são deuses. Dominam a força da Terra e a do Sol. Possuem o raio que mata, com o qual pode rasgar as montanhas. Meu pai quando andava à caça, viu abrir-se a terra e uma estrela brilhante elevar-se até os céus.

Nota: Um arqueólogo húngaro foi o protagonista dessa incrível excursão terra a dentro, onde arriscou várias vezes a própria vida.

Depois de muitos dias de perigosa e sofrida caminhada no interior da terra, perdido, sem rumo, encontra uma caverna, espécie de cemitério, cujos esqueletos estavam revestidos com uma fina camada de outro, ainda portando seus anéis, máscaras, pulseiras, braceletes e colares, tudo de ouro. Ele ficou deslumbrado com tanto outro, tantas jóias de rara beleza. Nesse exato momento, surgem quatro homens que telepaticamente passam a seguinte mensagem:

Estrangeiro, a tua audácia consentiu que ultrapassasses todas as provações. És o primeiro a ter o privilégio de vir voluntariamente até nós. Sabe então que a nossa civilização, para usar a vossa linguagem, é muito mais avançada que a vossa, pois que nó dominamos desde sempre a força do Sol e a do vosso planeta Terra.

Nesses livros indestrutíveis - refere-se a vários livros com folhas de ouro - está consignada a história de todas as civilizações, tanto as de cima como as de baixo, pois o nosso conhecimento vai muito além dessas muralhas de pedra.

Conhecemo-vos bem e ajudamo-vos no decurso dos séculos. Mas de cada vez que tentamos aproximar-nos de vós diretamente, sem trair a nossa verdade nem a vossa, o resultado foi catastrófico.

Todas as respostas às questões que alguns de vós formulam sinceramente a si próprios encontram-se inscritas não apenas nos nossos livros - cujo conhecimento sois capazes de assimilar sem ficardes destruídos psicologicamente -, mas também em cada pormenor da expedição que acabas de fazer até junto de nós.

Precisar de muito tempo para compreender.

Se contardes essa história, os de cima tratar-vos-ão como louco e sereis perseguidos mesmo por aqueles que vão procurar bem longe explicações para os fenômenos que os angustiam ao longo de toda sua vida.

Os nossos sábios introduzem-se entre vós e trazem-nos informações que, infelizmente, não são encorajadoras, nem nos incitam a juntar-nos convosco. Mas bem o desejaríamos.

A vossa loucura põe, inclusive, em risco o nosso mundo. Algumas das nossas experiências à superfície do vosso solo pareceram-vos "infantis", mas pensai e haveis de compreender porquê as renovamos constantemente.

Também outros povos vindos de outros mundos procuram novas terras.

Por todo o universo têm sido aterradoras as destruições naturais. Mas, mais ainda o são as vossas. Não vos deixaremos destruir-nos. Os nossos estudos sobre o vosso universo deverão conduzir-nos para outros planetas, pois os nossos meios técnicos no-lo permitem.

Se os homens que vivem à superfície da Terra não deixarem de confundir orgulho e conhecimento, riqueza e felicidade, será a outros mundos que iremos oferecer o fruto de nosso saber. Mas, mesmo que nos obrigueis a exilar-nos uma vez mais, tentaremos por todos os meios impedir-vos de efetuar o irreparável.

Consideramo-vos como irmãos, nem inferiores, nem superiores. Apenas diferentes.

Muitos de entre vós conhecem o segredo. Eles vos ajudam desde há séculos sem que vós o saibais. Mas, nada se consegue: de geração em geração, entregai-vos aos morticínios, à destruição sistemática dos seres vivos e das forças que os animam.

Tudo isso está também escrito nos vossos livros, mas perdestes as chaves da sua interpretação.

Não procureis mistérios onde eles não existem. A verdade é simples mas nem vós e nem os vossos irmãos podereis, por agora, suportar a sua claridade.

Regressa aonde viestes. O caminho que vai abrir-se para vós será mais fácil e guiaremos de longe os vossos passos. Não toqueis em nada do que não vos pertence, pois do contrário nunca mais encontrareis o caminho do vosso sol".




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