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Cacique Yutê de Roraima Visita o Grupo Espírita Servos de Jesus em Vitória

22/10/2009

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Cacique Yutê - Salve! Salve que esse povo está em festa.

Margarida - Salve. Seja bem vindo irmão. Alegria para nós, recebê-lo em nossa casinha. É humilde, mas os corações aqui são grandes, são maravilhosos, são todos seus.

Cacique Yutê - Grandes feitos em pequeninas irmãs. Vossa visita nos deixou muitas coisas boas, minha irmã. Guerra não houve, não houve sangue derramado do nosso povo. O povo branco sai da terra de índio.

Margarida - O Presidente da República encerrou o assunto.

Cacique Yutê - Muita insatisfação ainda, minha irmã, existe; mas, o povo índio está de coração apaziguado, viu minha filha. Vim trazer essa notícia e vim também conhecer vossa Casa (Sede do GESJ).

Margarida - Está a disposição do irmão e de todos de lá.

Cacique Yutê - O lugar é grande e tem muitos índios aqui. (Refere-se a Colônia Espiritual Servos de Jesus, criada pelos Irmãos Superiores ligados ao Centro)

Margarida - Tem sim, aqui na Colônia.

Cacique Yutê - Os nossos antepassados, muitos aqui minha filha. Parentes, muitos aqui.

Margarida - É que nós aceitamos de braços abertos, seja qual for o irmão. Venha ele da África, Europa, de alguma Aldeia Indígena, de onde vier, é nosso irmão e nós recebemos todos com muito amor, consideração e carinho. Hoje você é índio, amanhã poderá nascer como homem branco. Hoje, nós nascemos do lado de cá, amanhã podemos nascer na África ou numa aldeia indígena; entendeu? Então, ninguém é melhor do que ninguém. Todos são irmãos filhos do mesmo Pai que é Deus.

Cacique Yutê - Tudo igual, né, minha filha?

Margarida - Tudo igual, perfeitamente.

Cacique Yutê - Tudo igual, Cacique Yutê vê, sabe essas coisas, também aprende muito com a irmã.

Margarida - Um pouquinho que a gente aprende distribui com outros isso, é igual a um só pão quando alguns estão com fome e a gente divide.

Cacique Yutê - E hoje tem festa minha filha, com os parentes índios todos, a festa do Sol, hoje.

Margarida - A festa do Sol. Então é por isso que está todo mundo com a roupa de festa, não é?

Cacique Yutê - Tudo preparado minha filha, para cantar o Sol, agradecer o Sol, a força, a vida e tudo que índio, branco e negro recebe do Sol.

Margarida - Quando olho para ele, eu digo! "Meu Deus!" Ele não representa Deus para nós? Se ele desaparecer, não morre tudo? É assim que eu encaro o sol de manhã como Deus a iluminar e dar vida a tudo e todos.

Cacique Yutê - Ele não conta esse ou aquele, ele é igual para todos, nasce igual para todos, ilumina os caminhos de todos, não é minha filha?

Margarida - É o nosso Deus, esse a gente está vendo.

Cacique Yutê - Coração de índio feliz e agradecido pela visita em nossa casa, e visita nós de novo. Quando Irã puder visitar, visita nós de novo. Nosso povo é vosso povo, nosso povo é muito feliz, é povo irmão.

Margarida - E a nossa Casa é a casa de vocês também. A hora que quiser vir passar uns dias ou vir morar. Vir aprender alguma coisa conosco assim como nós também estudamos e aprendemos com vocês, tudo o que a "natureza" oferece. Há uma troca de conhecimentos.

Cacique Yutê - Tudo uma família.

Margarida - Pois é, a casa está aí para todos vocês, velhos, jovens e crianças, todo mundo.

Cacique Yutê - E o Pai dessa família é o Sol (Luz). Vosso Sol aqui, já aprendi, vosso Sol é Jesus. Eles dizem Salve Jesus e eu digo também Salve Jesus.

Vosso amigo, Cacique Yutê.

Margarida - Que Deus abençoe sua Aldeia e toda nação Indígena espalhada pelo Brasil e pelo Mundo.

Que esse dia de homenagem ao Sol, termine em paz e harmonia para todos.

Apareça sempre, a Casa é de vocês.

Que o Meigo e Amado Mestre Jesus - nosso Sol, ilumine suas vidas e seus caminhos.

Muita paz.

Margarida

Cacique Yutê

GESJ - 19/05/2009 - Psicofonia - Vitória, ES - Brasil




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